O ácido fólico é um problema?

Afinal, o que é ácido fólico?

Provavelmente você já ouviu falar sobre o ácido fólico, principalmente se você está tentando engravidar ou já está passando pela gravidez. Médicos prescrevem vitaminas que contenham-o, os livros para cuidados com bebês falam sobre ele, mas o que exatamente é o ácido fólico?

O ácido fólico é um composto sintético oxidado da vitamina Folato (B9). Nós passamos a ingerir ácido fólico durante a década de 1940, quando foi sintetizado devido à pesquisa avassaladora que evitava defeitos no tubo neural. O ácido fólico passou a fazer parte de suplementos e a ser receitado para tomar antes e durante a gravidez.

Pesquisas apontam para a existência de altos níveis de ácido fólico não metabolizado no sangue, além de um maior número de câncer de cólon associada ao uso de ácido fólico. Muitos de nossos alimentos são enriquecidos em ácido fólico, incluindo farinha, cereais e barras de granola. Praticamente, qualquer coisa dentro de uma embalagem pode ter sido enriquecida com ácido fólico.

Folato, uma nova opção

O folato é uma vitamina B9 encontrada naturalmente em alimentos como aspargos, abacates, couve de bruxelas e verduras como espinafre e alface. Para nossa saúde comer bastante folato ou tomar um suplemento de metil folato ao invés de tomar um suplemento de ácido fólico. Nossos corpos foram feitos para digerir folato e não o ácido fólico, que seria sua forma sintética.

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Ácido fólico ou folato? Cuidados extras são sempre necessários durante a gravidez.

Porque é importante usar folato durante a pré-concepção e a gravidez?

O folato serve como uma forma de prevenir problemas na formação do tubo neural. Defeitos do tubo neural são problemas que podem surgir quando o feto está no útero, na região de sua medula espinhal, podendo ser espinha bífida e até mesmo anencefalia, ausência de parte do cérebro e do crânio. Problemas no tubo neural ocorrem durante as quatro primeiras semanas de gestação e por isso é importante obter folato suficiente antes mesmo de engravidar.

MTHFR e ácido fólico

A ingestão de ácido fólico, faz com que nosso corpo tenha que usar a enzima chamada MTHFR para produzir 5-metilenotetrahidrofolato. Isso é extremamente importante para diferentes processos do corpo, como: construção de células vitais para os processos de serotonina e melatonina, conversão da homocisteína em metionina, dentre outras coisas. Essa é uma enzima essencial para o nosso corpo.

Uma mutação genética no gene MTHFR faz com que a pessoa não consiga transformar o ácido fólico em uma forma utilizável para apoiar os processos acima! O que faz com que ele se acumule em seu corpo e faça você se sentir mal. É comum que pacientes com mutação MTHFR apresentem depressão, doenças cardiovasculares, inflamações, ansiedade, problemas digestivos, dentre outros. A estimativa é de que 40% da população mundial tenha a mutação do gene MTHFR, sendo que existem diferentes tipos de mutação, homozigoto, heterozigoto e composto heterozigoto. Cada forma de mutação pode afetar a quantidade de ácido fólico que você pode transformar de modo diferente.

Resumindo…

Evitar o ácido fólico é um conselho importante que devemos levar para as nossas vidas e nossa alimentação; mesmo se você não tiver a mutação MTHFR, pois há evidências de que nosso corpo não sintetiza bem o ácido fólico.

Precisamos escolher bem nossos alimentos e fontes de vitaminas, que devem conter formas metiladas de vitaminas do complexo B, como folato de metila e hidroxil B12.

Ainda existe muita pesquisa sendo feita sobre a mutação MTHFR. Se você estiver interessado em aprender mais sobre isso, recomendamos que procure por um médico de família, quiroprático ou naturopata familiarizado com esse tema e que possa guiá-lo em sua jornada para o bem-estar e a abolição do ácido fólico da sua alimentação!

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